Bolsa Família é reajustado em 15% a partir de outubro

Aumento corresponde à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026

Um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reajustou o benefício pago pelo programa Bolsa Família em 15%. Com a medida, o valor mínimo passa para R$ 691, e o valor médio, para R$ 777. O reajuste corresponde à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

A mudança já está em vigor, mas só produz efeitos financeiros a partir de 1º de outubro. De acordo com o governo, atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, em função dos efeitos da inflação.

O decreto também reajusta para R$ 164 o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família; para R$ 173 o Benefício Primeira Infância; e para R$ 58 o Benefício Variável Familiar.

Durante a solenidade de assinatura do decreto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição dos valores busca garantir que as famílias mais vulneráveis não enfrentem insegurança alimentar.

Carteira assinada

Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que os beneficiários do programa Bolsa Família preencheram 207.900 vagas de trabalho no primeiro bimestre de 2026, o que representa 56,1% de todos os empregos formais gerados no Brasil e 69,1% das contratações dentro do universo do CadÚnico.

Redação

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